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A alpercata

por FS, em 21.08.15

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Passei uns quantos anos a resistir, agarrado às minhas havaianas. Meti na cabeça que era moda de tio beto e recusava-me a experimentar.

Este ano decidi procurar um par que coubesse nos meus singelos pés de tamanho 46 (pézinhos de bailarina, eu sei :D).

E acabei por encontrar... A reacção foi como a de Pessoa à Coca-Cola: "primeiro estranha-se, depois entranha-se"!

Sempre fui rapaz de botas de montanha ou de lavrador. Sempre me senti "seguro" com os pés bem protegidos e aconchegados, mas confesso que não dão "jeito" para ir para o areal em pleno Verão.

Mas estou completamente rendido! O raio das alpercatas são confortáveis! Dão jeito com'ó raio!

Estão coladinhas aos pés, de dia e de noite! Se calhar é melhor lavá-las entretanto...

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Férias

por FS, em 17.08.15

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Começaram os meus 15 dias de silly season (oficialmente, que durante todo o ano há sempre algo de silly na minha vida)!

E durante esta primeira semana, vou estar ao sol a preparar algumas coisas para a segunda... E vai incluir Lisboa! Espiolhar, explorar, investigar...

E este presente de aniversário está a abrir-me o apetite... Agora para ler e depois para pôr em prática... O livro e o 28...

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Acabou-se! Hoje foi o grande reencontro ao fim de 9 dias sem a tribo! Nove dias sozinho em casa, a trabalhar enquanto eles estavam de férias na costa alentejana! E no entanto já fui acusado de ser eu quem esteve de férias... :) E estive, é verdade... Mas as saudades já apertavam.

Fiz muitos planos para estes dias, mas não fiz nem metade do que pensei fazer. Mas também não senti grande falta da maior parte do que ficou por fazer.

Soube-me bem, mas soube-me melhor ainda receber os beijos da R e os abraços do S hoje à tarde!

E como não há almoços grátis, a próxima semana é exclusivamente do pai no que toca às responsabilidades e logística de filhos... O que não é justo, visto que foram eles que quiseram ir sem mim... Mas tudo bem!

Ainda assim, caros leitores, rezai por mim...

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The Daily Show... sem Jon Stewart

por FS, em 14.08.15

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Acabei de ver o anunciado último episódio do The Daily Show sob a batuta de Jon Stewart. Não me vou armar e dizer que era um fiél seguidor. Via quando podia e sempre adorei, tanto o Jon Stewart na SIC Notícias e o Conan O'Brien na SIC Radical (sempre que podia e os miúdos largassem a televisão para eu poder ver)... Os meus dois talkshows de culto!

 

E foi emocionante... Passaram por lá todos os colaboradores/correspondentes do programa nos últimos 16 anos, actores que viram a sua carreira lançada, e projectada, pelo programa e pelo próprio Jon Stewart. Fizeram questão de lá ir. E foram lá para representar mais uma vez, não foram lá só dizer "adeus" ou "obrigado". Também o disseram, sim, pela voz de Stephen Colbert, que enumerou as qualidades pessoais e profissionais do comediante/apresentador.

 

Marcaram também presença figuras marcantes da política norte-americana como Hillary Clinton e o John MacCain, alvos das duras críticas e do humor da equipa do programa. E quando isto acontece, é porque a pessoa em causa deve ser realmente grande... E tão grande deve ser o senhor, que tudo terminou com bailarico ao som do The Boss.

 

Mas não foi só homenagem e paródia... foi mais um programa com direito a crítica assertiva ao establishment, a la Jon Stewart.

 

Não é para todos ser respeitado desta maneira pelos pares e pelos opostos...

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A sedução

por FS, em 14.08.15

Não há coisa melhor para fazer à pessoa amada, independentemente da idade ou estado civil!

Massajar o ego do outro e despertar sentimentos, emoções e memórias. E não é preciso apetrechos especiais. Basta um olhar, um sorriso, umas palavras... Desde que sejam sentidas

Metáforas, analogias, pleonasmos e hipérboles são mais do que bem-vindas. E mesmo que possam parecer, eventualmente, um pouco ridículos, mas who cares?!

Seduzam a pessoa que amam, minha gente. Mostrem-lhe o que sentem por ela e façam-na sentir desejada. Façam-na sentir a última Coca-Cola do deserto, a última bolacha do pacote!

Façam-na sentir que é ao vosso lado que deve estar... Que é ao vosso lado que faz sentido estar.

E façam-no já hoje, que mais tarde pode ser tarde demais!

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la bellisima Toscana

por FS, em 13.08.15

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Em Setembro ainda dá para fazer, que os dias ainda estão solarengos e a temperatura amena... Pegar no amor das vossas vidas (na impossibilidade ou indisponibilidade deste, levem outro amor ou quem estiver mais à mão... ) e ir para lugares onde se respira il amore. Senti-lo, como dizia Vinicius de Moraes, "eterno enquanto dure" e, digo eu, com isso acrescentar-lhe mais uns aninhos de vida.

Apanhem um voo directo para Pisa (com a Ryanair) ou para Bolonha (com a TAP), que são os aeroportos que melhor servem a região da Toscana a partir de Portugal. Aluguem um carro (numa das multinacionais de rent-a-car ou na italianíssima Maggiore), levem uns CD's do Ennio Morricone (ou a música italiana que vos agrade mais) e partam à descoberta de uma das zonas mais bonitas e românticas de Itália.

 

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Onde rumar

Para além das conhecidas (e demasiado turísticas) Pisa, Florença e Siena, existem destinos de menor dimensão, mas tão interessantes como os anteriores, umas pérolas fantásticas a descobrir por estradas secundárias ladeadas de ciprestes. Procurem no mapa (sim, esqueçam o GPS, que se nos tivermos de perder em férias, é porque algo de bom está para acontecer), na fronteira da Toscana com a vizinha Umbria, a zona entre Siena, Arezzo (que tem uma feira de antiguidades que dá vontade de mandar colocar dentro de um contentor) e Montepulciano, e descubram locais românticos como Cortona, Castiglion Fiorentino, Volpaia e Radda in Chianti.

Mas há muito mais para ver. Mais a sul de Siena, na zona de Val D'asso, há persursos fabulosos por Montepulciano, Montefollonico, Asciano e Chiusure, que vos leva a paisagens lindíssimas onde muitos filmes foram rodados, como por exemplo O paciente inglês.

   

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Onde ficar

A oferta é enorme, e não costuma ser muito barata. Ainda assim, é bastante acessível. Sugiro dois locais, ambos intimistas, mas diferentes um do outro.

 

il follonico

Num ambiente mais rural, na zona de Val D'Asso, inclusivamente no que à decoração diz respeito, fica este turismo rural (acrescentaria eu, de charme) numa filosofia de vida muito ecológica. É propriedade de um casal (ela Holandesa e ele Italiano), que recuperaram aquela casa para ali viverem e receberem, muito bem, os seus hóspedes. E para quem se atrever a aprofundar o contacto com os donos, recebe de prémio umas dicas de itenerários fantásticas.

As refeições, ainda que não sejam muito variadas, têm muita personalidade, são genuínas e sabem mesmo a Itália (a minestra, o presunto, o vinho biológico, tudo tem um aroma incrível).

  

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villa sassolini

É um hotel rural na povoação de Montivarchi, no cimo de uma colina com uma lindíssima vista. Menos caloroso do que a alternativa anterior, mas ainda assim um óptimo refúgio para onde regressar depois das descobertas do dia, principalmente se fôr para saborear os seus óptimos jantares.

  

 P.S. - E se puderem, façam-no numa maquina in stile italiano... buon viaggio!

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De mal com a vida

por FS, em 12.08.15

Tive azar ao sentar-me ao lado desta criatura de Deus. E ele, pelos vistos, também tem muito azar. E o azar dele é que, aparentemente, o mundo se virou contra ele! Não é justo que as forças da natureza, o kharma e 6 mil milhões de pessoas estejam contra o meu vizinho de esplanada.

 

O meu azar foi apenas não ter outra mesa vazia se não a que ficava ao seu lado. Mas mesmo que tivesse uma mesa mais longe, a diferença não era muita, tal o volume com que falava ao telefone.

 

Para começar, a entidade patronal. Um clássico do queixume. Ora estes senhores tiveram o desplante de colocar um sistema de geolocalização na viatura que usa?! Está bem que a viatura até foi comprada pela entidade patronal, assim como todas as despesas da mesma estão a seu cargo, e com o intuito do senhor a usar para trabalhar, mas não se faz!

 

E agora ainda fizeram outra! Deram-lhe um smartphone com o simples intuito de usar também a geolocalização do mesmo para controlarem os seus movimentos, imagine-se, enquanto trabalha! Mas esta alminha não se deixa enganar e ouço-o gabar ao telefone "mas deixo-o no carro quando vou visitar os clientes"! Está bem visto! Assim vai aos clientes, mas ninguém na sede da empresa sabe que ele está a trabalhar! Tomem lá! Tem o inconveniente de, caso precise que falar com alguém enquanto está com o cliente, ter de ir ao carro fazer a chamada telefónica. Acaba por perder mais tempo e dá um ar de atrasado mental perante o cliente, mas o que é isso comparado com a humilhação de ser controlado pelas chefias durante o horário de expedientes?! E a figura de parvo que possa fazer também é ofuscada pelo aparelho dentário que este rapaz apresenta, cheio de aplicações em azul celeste, a fugir para o cyano (igual ao da minha sobrinha que tem 13 anos)... Dá-lhe um ar jovem e atrevido. Limita é um bocado a escolha do tom das gravatas para condizer, mas isso resolve-se...

 

Depois de 15 minutos nesta conversa ao telefone, termina a chamada com a brilhante frase "bom, mas não te quero maçar". Se não queria maçar, não ligava... Mas já vos ouço, caros 14 fiéis subscritores, a defender a personagem: "ah, ele estava só a ser simpático e educado... E se não podemos maçar os amigos, quem podemos maçar?" E dou-vos razão! Mas esta criatura gosta de maçar... E de massacrar!

 

E não estou a falar de cor... Entretanto chega a sua refeição e, no tom mais pedante que o seu aparelho ortodontário permitiu, vociferou "olhe, eu tinha pedido sem salada!" O mocinho que estava de serviço à esplanada (que por acaso é daqueles que corre muito mas que deixa um pouco a desejar quanto à sua eficácia) respondeu muito educadamente "peço desculpa. Vou pedir na cozinha que lhe arranjem outro prato". "Não vale a pena!", respondeu a alminha. Ora, faço eu um balanço deste episódio: se não valia a pena, porquê esse tom nas palavras?! Será do aparelho?! Não podia Sua Eminência referir no final da refeição que o pedido não correspondia ao que lhe tinham trazido, num tom de pessoa normal?

 

Não, não podia, respondo-vos eu. Porque é mais forte do que a sua vontade (mesmo que a tivesse - essa vontade de ser amável e educado). Como é que eu sei isto? Porque o senhor ligou para a esposa a seguir:

- Porque é que demoraste tanto tempo a atender? - foi a primeira pergunta controladora que a alminha, que não suporta ser controlada, fez à sua cara metade... Nem um "bom dia", "boa tarde" ou um singelo "olá"...

-... (Não sei sei a resposta a isto porque infelizmente a chamada não estava em alta-voz, e eu estava perto dele, mas não tão perto assim... Por essa razão, as frases da senhora sua esposa aparecerão neste relata apenas marcadas com travessão e reticências. Combinados fiéis subscritores?)

 

- E há bocado, porque não atendeste?

-... (Não ouvi, mas arrisco que deve ter sido qualquer coisa como "não ouvi o telefone a tocar"...)

- Isso dá para aumentar o volume, sabias? - e foi dito sem qualquer sorriso ou sinal de ser apenas uma piadinha ou brincadeira.

 

-...

 

- Mas só liguei para saber como está a menina... - como quem diz, "não me interessa como estás e não faças conversa fiada". Chamo também a atenção do caro leitor para a terminologia "menina", referindo-se a um ente querido... Tem classe.

 

- ...

 

- Mas podias ter-me ligado a dizer como é que a menina estava... Vá... Adeus. - e desliga o telefone

 

Coitada desta mulher... Coitadas destas pessoas... Lá em casa, tratar assim o outro - fosse eu para a T ou vice-versa -, com esta falta de consideração, implicava malinhas à porta... No mínimo haveria um pedido de explicações e um aceso debate acerca do respeito que os outros merecem apesar das eventuais divergências.

 

É uma gaita quando se está de mal com a vida e castigamos os outros por não conseguimos resolver os nossos problemas...

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Ora bolas...

por FS, em 10.08.15

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Tudo na vida tem um fim, eu sei... Mas quando são coisas boas custa tanto...

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As fases da vida

por FS, em 10.08.15

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Há uns tempos uma amiga partilhou no Facebook uma imagem com a seguinte frase:

"a vida tem duas fases... ou fazes ou não fazes!"

 

Achei divinal! Um trocadilho parvo, cheio de sentido, num dia em que já li uns quantos posts acerca de amores e desamores, de paixões e de ódios de estimação, de projectos gloriosos e de falhanços, de sonhos e de desilusões.

E eu não tenho grande moral para falar nisso... Ou se calhar tenho, por não ter optado tantas vezes pela primeira "faze" como devia. Mas de facto a vida é demasiado curta para perdermos demasiado tempo nas "não fazes" a ponderar os contras dos "fazes".

 

Não fazer para não magoar alguém é legítimo, se com isso não nos magoarmos nós. Mas ainda assim, e nesse caso, alguma coisa tem de ser feita, para satisfazermos o nosso desejo de fazer. E em ultima instância a dor acaba por passar...

 

Também se pode dar o caso de ser só para não preocupar alguém que nos ama, e aí então não há desculpas. Quem nos ama tem de perceber que nos completamos quando fazemos o que acreditamos. E que não nos vão perder por fazermos... Até vamos ser "melhor" de amar... Vamos estar mais preenchidos... E ainda os vamos amar mais por terem estado ao nosso lado nessa "faze"!

 

E depois há o medo de falhar, ao fazer! As probabilidades de falhar são grandes, principalmente para os mais incautos, mas só falha quem se atreve a fazer! E pior do que fazer e falhar, é não ter vontade de fazer!

 

Por isso, não eclipsem os vossos "fazes"...

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"Tem sido dito que a diferença entre os discursos de Hitler e de Churchill residia no facto de Hitler conseguir fazer acreditar que ele era capaz fazer tudo, enquanto Churchill fazia acreditar que cada um seria capaz de fazer o que quisesse." (tradução livre da minha autoria - como dá para perceber... - de excerto do livro The Churchill factor, de Boris Johnson)

 

Parece a história do ovo de Colombo, e é bem verdade... Todos nós temos chefes e aposto que a maioria gostaria que o respectivo fosse, pelo menos no discurso, como Winston Churchill. Mas não são...

De uma forma geral (vá, e da realidade que eu conheço - mas que também não deixa de ser uma amostra considerável), o que temos são pequenos Hitlers de trazer por casa, que nos transmitem sempre a ideia de que "se não fossem eles, as coisas corriam mal". Ora, digam-me lá, isto é motivador? Não, não é... E não percebo esta atitude. É melhor termos uma só pessoa que resolve todos os problemas ou motivar e criar dezenas de pessoas que efectivamente conseguem resolver os seus problemas.

Custa muito dizer "sim, isso é difícil de resolver mas você é a pessoa certa para o fazer"? E acrescentar um "se tiver alguma dúvida. ou precisar de algum conselho, estou aqui para ajudar". Claro que ninguém vai a fazer a coisa como o chefe a faria, mas não somos todos iguais, diabos...

Custa muito tentar fazer os outros crescerem como pessoas e como profissionais? Ouçam, chefes deste país, eles (os seres que vos servem) não vos vão comer quando crescerem... vão somente agradecer-vos os incentivos e admirar-vos.

Corram o risco de serem "inúteis" dentro da vossa organização, de não serem precisos, chefes (e eu acredito que é esse o seu verdadeiro receio, de se sentirem ou se "tornarem" desnecessários... é humano)! Se o conseguirem fazer é porque foram bons a formar, a liderar e a motivar a equipa!

O melhor sintoma do vosso bom trabalho, chefes, é "não terem trabalho"! E porquê? Porque conseguiram que a "máquina" entrasse numa auto-gestão saudável, motivada, ciente das suas capacidades (e também das suas fraquezas, claro) e baseada no respeito mútuo!

 

Et lasse...

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