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Voltando a este tema, que foi interrompido abruptamente precisamente pelo pequenote fruto da segunda gravidez, pego nesse pequeno pormenor: a capacidade que eles têm de interromper tudo!

(e abro aqui, literalmente, um parêntesis para tentar acalmar a r i t i n h a, que - para meu agrado - colocou o post anterior nos seus favoritos... não é tudo mau, é diferente, muito diferente... e nunca estamos preparados para essa diferença... temos de nos adaptar, ou morremos como indivíduos e casal... e não nos podemos prender, e deixar monopolizar as nossas emoções, com a descoberta do amor incondicional, e de outras coisas inerentes à maternidade e paternidade que nos apresentam outros prazeres)

Para começar, os pequenos rebentos conseguem interromper a nossa própria vida, baralhando-nos os horários e os humores. Levamos uma imensidão de tempo a conseguir equilibrar rotinas. Deixamos de "mandar" em exclusivo no nosso tempo, e passamos a ser regidos pelas necessidades deles: o sono é interrompido para a amamentação ou biberão; o tempo que resta é para recuperar das noites mal dormidas; o "agora já não dá para sair porque está na hora da papa"; etc.

Mas para além de conseguirem naturalmente "desmontar" as coisas mais rotineiras, conseguem ser, se os deixarmos, o melhor anticoncepcional que o mundo alguma vez criou! E mais uma vez, nunca se fala nisso... É sempre tudo lindo, maravilhoso e bonito! E é! É único, mas cuidado...

Pessoalmente (mas como diz a sabedoria popular, numa expressão que soa mal, "cada um é como cada qual"), faz-me confusão os pais que deixam os filhos dormirem na cama do casal durante anos... Como é que conseguem gerir a sua vida íntima?! Parece que se resignam à "missão divina" de serem pais e esquecem que são pais porque se apaixonaram e amaram alguém... (eu sei que há quem anseie pela maternidade e paternidade, mesmo que seja em modo de "iniciativa privada", mas aí já é outra estória)

Por isso, o meu conselho é: aceitem toda a ajuda que vos oferecerem! Mas ajuda não é dar palpites e bitaites, para isso existem pediatras, livros de puericultura e mesmo a nossa natureza e sensibilidade que nos vai orientando instintivamente... Ajuda é darem-nos aquilo que nós precisamos enquanto pais e pessoas... Sejam os melhores pais do mundo (pelo menos na cabeça dos vossos filhos), mas não se esqueçam de vocês, por favor... Os vossos filhos vão olhar para vocês como modelos e exemplos, e quanto mais felizes vocês forem, melhores serão como exemplos.

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