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Happy Valentines' day, baby...

por FS, em 14.02.17

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Nunca liguei a estas datas... sempre as achei ridículas. Ainda mais esta, dado que o dia do amor deveria ser sempre que se quisesse (isto na impossibilidade de ser todos os dias)!

Acresce que hoje vai ser impossível fazer seja o que for fora de portas dada a quantidade de "amor" e "paixão" que irá transbordar por esse mundo fora, ainda por cima com gosto duvidoso na maior parte das vezes... E esta avanlanche de amor cria problemas logísticos, inflaciona preços e tira o "mood" seja para o que for, logo, mais uma razão para deixar para outra data!

Mas o que me deixa verdadeiramente nauseado não é o kitch e o mercantilismo da paixão e do amor (sentimentos tão nobres e dos quais não prescindo para viver), mas notícias como esta que surge, novamente, hoje no Diário de Notícias.

 

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Não sei como reagir à notícia: se fique contente porque há mais denúncias; se chore porque a violência nas relações continua a manter o seu espaço nas gerações mais novas.

E pergunto a mim mesmo quantos dos casalinhos que hoje vão comemorar o amor, estão a viver situações destas. E acontece mesmo ao nosso lado...

Exagero da minha parte? Não, não é... A semana passada almocei com uma colega de trabalho com quem empatizo muito, mas com quem nunca tinha falado do lado pessoal das nossas vidas. A meio da conversa diz-me que o marido a convidou para irem jantar no dia de S. Valentim, mas que não tem vontade de ir. Que vive um filme de terror em casa, mas adianta logo "Francisco, não pense que é violência doméstica... calma!" Mas termina com, "(...) e ele pediu-me para retirar a tatuagem que tenho com o nome da minha filha mais velha (fruto de um anterior casamento)".

Esperem! Parem tudo! Como é? Pedir a uma mãe que "apague" e afaste uma filha não é violência? É, senhoras e senhores, é sim... É um comportamento selvagem e primário, longe do processo evolutivo a que, supostamente, a nossa espécie esteve sujeita. Os leões quando assumem o liderança do grupo matam as crias do seu antecessor... este não mata, mas quer que uma mãe mate a ligação e a cumplicidade que a une a una filha...

Mas o Dia de S Valentim, esse, temos de ir jantar fora, querida...

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