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Out of the box...

por FS, em 15.02.16

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(Foto tirada de Shifter.pt)

 

Este fim-de-semana fui com um amigo ver um concerto. Mais do que um convite, foi um desafio, pois pouco conhecia do "agrupamento musical" cabeça de cartaz.

Ainda assim, e como noutros tempos, não hesitei em dizer que ia. O pior que pode acontecer é não gostar, certo?

É que afinal tem sido esta curiosidade que me tem dado a conhecer tantas coisas boas na vida... E desta vez numa sala intimista e com o tamanho certo, a do Teatro Académico de Gil Vicente, a poucas cadeiras de estar cheia, aguardava a a actuação de PAUS.

Para além da adequabilidade da sala, a sua localização é perfeita para este tipo de concertos, na esquina ao lado do conhecido, e com clientela eclética e alternativa, Tropical (local que fiquei a saber ser supostamente onde se consome mais cerveja em Coimbra... E não admira, pois deve ser o único sítio onde não se pede a cerveja ao empregado, mas onde o empregado já vem à mesa com um tabuleiro com garrafas prontas a abrir e nos pergunta "quer mais uma?"... Marketing agressivo... Curiosa também a forma como a garrafa é aberta, apenas com uma mão e apoiada no ombro...).

 

Entrada africana

A primeira parte do concerto, a cargo do cabo-verdiano "Cachupa Psicadélica" deixou-nos espectantes em relação aos sons que nos aguardavam.

House-Morna? Não, claro que não, sua mente preconceituosa! Como vários outros da nova geração de cantores nascidos em Cabo Verde, e pertencentes à enorme diáspora, Cachupa Psicadélica é muito bom!

Uma figura esguia com a sua guitarra eléctrica traz-nos músicas "para fazer a fotosíntese e fazer o planeta melhor", como o próprio autor a classifica! Arrisco a dizer, do alto da minha ignorância musical, umas mornas eléctricas, românticas e saudosistas, com letras sentidas (não é que o meu creoulo esteja muito bom, mas ainda assim, e com a ajuda das introduções dadas pelo próprio, as letras são bastante inteligíveis).

A ouvir: "Amor de 1 laranjeira", "Vestido de cuspo" e "Carnaval tradição".

 

Ladies and gents, the main course... PAUS!

Acendem-se as luzes por baixo e em volta da estrutura montada no palco italiano do TAGV e heis que entram as quatro figuras.

Um quadrado elevado a meio metro, num género de ringue de boxe, delimita a zona de actuação. Os quatro elementos instalam-se, cada um a seu canto, virados para o centro do ringue, com as duas baterias à frente.

Uma disposição e encenação pensada fora da caixa, a cativar e encantar a assistência. Pronto, e seguiu-se uma hora de música e performance, alicerçada na força animalesca dos dois conhecidos bateristas.

E não parecia normal, como comentaram ao meu lado, "ver PAUS sentado?!" Mas funcionou, e na minha opinião, muito bem. A ultima música, e em tom de despedida, foi tocada com quase todas as pessoas em pé a dançar. E eu, que tinha ouvido PAUS em gravação digo-vos que gostei mais de os ouvir (e ver) ao vivo...

Porque é mesmo assim, há coisas que não são para serem reproduzidas, são para serem experienciadas ao vivo.

E os PAUS são uma delas. Para quem gosta, claro...

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