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Pai (in)disponível

por FS, em 13.10.15

Há coisas que não mudam por decreto, e a mentalidade das pessoas é uma delas.

Ser pai e mãe terá sempre um preço a pagar na vida profissional. E desenganem-se aqueles que acham que só acontece às mulheres. Também nos acontece a nós homens.

E aos homens que não acontece isto é porque, das duas, uma: ou têm um óptimo chefe/patrão; ou são daqueles que "ajudam imenso" e não dos que "dividem as responsabilidades".

 

No caso das mulheres é logo assumido que vão ter menor disponibilidade, mesmo depois da licença de maternidade. Não há qualquer tipo de abébia nesse campo para as mulheres, e a reacção é imediata.

No caso dos homens o processo é um pouco mais demorado. As chefias assumem que a paternidade não nos altera a disponibilidade até ao dia em que surge a primeira doença do petiz e calha-nos a vez de ficarmos em casa. E depois começam a reparar que nós até os vamos levar ou buscar à escola, pasme-se! Que "perdemos" tempo com essas coisas "de mãe"...

E nós vamos tentando compensar essa nossa "falta de disponibilidade" com aquilo que a vida e a idade nos vão dando: experiência e sapiência! Vamos tentando sobreviver e desenvolvemos outras armas para nos sentirmos menos "outsiders"... 

 

Foi uma opção que tive de tomar na vida quando os meus filhos nasceram: quero estar presente e ser parte do seu crescimento.

E se calhar outras mais terei de tomar...

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4 comentários

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De Ana Gomes a 13.10.2015 às 14:17

Aplaudo de pé a todos os pais (homens) que optam por colocar a vida profissional em segundo lugar para poderem estar mais presentes na vida dos filhos! Graças a Deus tenho um Pai desses em casa como pai dos meus filhos e sempre que pode vai à escola busca-los, sai com eles e mesmo as idas ao médico!
Para além que acho que é um alívio para nós mães que hajam pais assim que nos permitam aliviar um pouco a nossa "carga de trabalhos"!
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De FS a 14.10.2015 às 09:29

É verdade, Ana, o que diz. Mas ainda assim há 2 pontos que não expliquei bem e que se calhar vale a pena reforçar:
- os filhos não são só das mães, são de ambos, por isso não há que ver como "aliviar o trabalho das mães"... Há que dividir o trabalho com as mães! Excepto na parte do parto e da amamentação, o pai consegue fazer tudo tal qual a mãe...
- excepto nos casos em que os rendimentos de um dos membros do casal permita que o outro (mãe ou pai, é indiferente) opte por ser um stay at home mom/dad, as vidas profissionais de cada um são igualmente importantes. Sendo assim, porque raio se valoriza socialmente mais a carreira do pai em detrimento da carreira da mãe? Porque é que se olha de lado para um pai que fica em casa com um filho doente para a mãe poder ir trabalhar?
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De Anónimo a 14.10.2015 às 10:16

Sem qualquer dúvida em tudo o que diz... sim poderei não ter usado a melhor expressão em relação ao "aliviar o trabalho da mãe"! Claro que se tudo for dividido entre os dois há mais harmonia e tempo vivido em familia! Pelo menos pela experiencia que tenho porque lá em casa tudo é dividido entre os dois seja filhos ou trabalho doméstico!
O meu marido diz mesmo que se pudesse deixar de trabalhar para tratar deles o faria, mas claro está como com todos nós sejamos pais ou não as coisas financeiramente não nos permitem ter um dos pais em casa!
Mas parabéns mais uma vez adorei o post está fantástico!
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De FS a 14.10.2015 às 12:19

E eu agradeço o comentário, Ana! :)

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