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Peru - de Lima a Machu Picchu (I)

por FS, em 23.06.15

Julho é o mês para ir ao Peru. É o mês das Fiestas Pátrias, onde todo o país está em modo de comemoração. Uma espécie de 10 de Junho meets 1 de Dezembro, para nós portugueses, mas durante um mês inteiro (que para nós faria sentido fazer no mês de Agosto, altura de festas e romarias tradicionais).

É a altura em que os Peruanos comemoram a libertação do jugo espanhol, e fazem-no exaltando a sua alma Inca. Vão buscar os seus heróis pré-Colombianos e celebram a sua identidade. E há manifestações culturais populares para todos os gostos, do sagrado ao mais profano.

 

Lima

Correndo sempre o risco de entrarmos no óbvio, é claro que a baixa da cidade tem de ser visitada, por ser o núcleo primitivo da capital. A traça arquitectónica puramente colonialista domina as várias praças, a mais importante delas sendo a Plaza de Armas (ou Plaza Mayor), onde se escondem tascas e casas de pasto autênticas e genuínas (misturadas com os restaurantes para americanos, com pratos muito enfeitados, mas longe do que comem na realidade os peruanos).

De todos os museus e locais de atracção de Lima, cuja lista se encontra em qualquer guia do país, há um must see: o Museu Larco. E vale a pena visitar não só pela colecção de peças, como pela lição de história acerca das civilizações e impérios pré-colombianos, e pelo espaço em si, um oásis dentro da capital.

Como metrópole sul-americana, os padrões de segurança não são iguais aos europeus (Se bem que não tenhamos assistido a nenhuma situação perigosa, nem a nossa segurança estive alguma vez em risco), a melhor zona para ficar é Miraflores. Cheia de hotéis e lojas, é a zona residencial mais cara da capital. Estabelecendo um paralelismo, dentro do possível, é a linha do Estoril de Lima (mas as "tias" aqui vestem-se como semáforos).

Mas Miraflores tem os seus atractivos gastronómicos, para todas as bolsas. O mais em conta, e prático, é o La Lucha - Sangucheria, um local cool, com um espírito jovem e com algo de revolucionário, com exortações a um dos produtos agrícolas que mais orgulho trás aos peruanos: as papas (as batatas)! Têm várias lojas pela cidade, e servem sanduíches (muito) variadas e apetitosíssimas, acompanhadas das melhores papas (batatas fritas) do mundo e de sumos de fruta excelentes. O conceito baseia-se nas antigas casas de sanduíches da capital, que em meados do século XX alimentavam a classe operária peruana.

IMG_2344.JPG

 

Para aquele jantar mais requintado (e caro, também), convém marcar com antecedência no Astrid y Gaston. Vale muito a pena pelo espaço, ambiente trendy e pela comida.

Outro ambiente com algum carácter e requinte (sem ser demasiado pretensioso) é La Bodega de la Trattoria.

Ligeiramente a norte de Miraflores, na zona de Victória, tem aquele que é apenas considerado por muitos o melhor cevichero do mundo: Javier Wong. Para quem é fã do "peixinho cru alimado", é a não perder (afinal o Peru não fica ao virar da esquina e nunca se sabe quandop se volta). O senhor é tão bom ou tão mau no que faz, que as reservas são feitas com meses de antecedência, e se o senhor não se sente bem ou não está inspirado, não há ceviche para ninguém!

Antes de sair de Lima, ainda há que ir visitar o mercado local, vulgo, a praça (chamem-me maluco, se quiserem!). Sim, vale uma qualquer... Tem de ter legumes e peixe... Ver e cheirar o que come está gente. E descobre-se uma variedade imensa de milho e de batata, com as mais variadas formas e tonalidades, flores comestíveis numa quantidade fora do normal...

 

Saímos de Lima, deixando para trás o tempo cinzento da capital nesta época do ano, afectuosamente chamada de "barriga de burro"... Pisamos o asfalto da mítica Pan-Americana, que cruza o continente desde Prudhoe Bay, no Alaska, até Ushuaia, na Argentina, em busca de Machu Picchu...

 

Até já... 

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