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A atirar pedras para o Pátio...

por FS, em 31.07.15

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Fui ao cinema!

Aproveitei a ausência dos filhos e lancei-me nessa actividade lúdico-cultural que é ir ao cinema, da qual era praticante activo nos tempos pré-paternidade. E não fui ver uma sessão qualquer, fui a uma estreia (a minha rede social não me confere privilégios como convites para ante-estreias)!

É isso, fui ver o Pátio das Cantigas, na nova versão de Leonel Vieira. E gostei! Já li, entretanto, algumas críticas arrasadoras ao filme e fiquei, como sempre, a ruminar sobre elas.

Em primeiro lugar, agora há para aí uma moda de críticos e experts em tudo. É claro que todos temos direito a ter uma opinião e a expressá-la, não é isso que está em causa. Pessoalmente gosto mais de enaltecer quando as coisas são boas, do que enxovalhar (que é o que alguns destes pseudo-críticos faz) quando acho que são más ou fraquinhas! Quando são más e ficam aquém das minhas expectativas, digo apenas isso, objectivamente, e não entro em grandes divagações. Enxovalhar só gosto quando há um pretenciosismo enorme "armado aos cágados"! Aí, sim, enxovalho... e com prazer!

Eu penso que o Leonel Vieira (penso só, porque não lhe perguntei directamente) não pretendia fazer um filme que chegasse à grandiosidade do original escrito por Vasco Santana e produzido por Francisco Ribeiro. É a homenagem dele e a visão dele de como seria a "estória" nos dias de hoje. É só isso... Acho que ele não disse "ah, que este vai ser melhor que o primeiro, tão bom que ninguém vai querer saber mais do Vasco Santana"! Por isso, sosseguem...

Eu diverti-me com o filme, e sai de lá bem disposto... mas não confiem em mim porque sou um iliterado da plebe, que há meses que não ia ao cinema!

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Verão Azul a todo o vapor...

por FS, em 30.07.15

O Verão Azul já vai a meio da temporada e está a ser animada. A personagem principal, a minha princesa R, está que não se aguenta. Já houve semanas de cavalos, uma semana de surf e o seu aniversário, que trouxe uma ferramenta fundamental para o desenrolar da trama: uma bicicleta maior!

E esta semana faz a rodagem ao veículo... Com a avó, na praia, à espera que o primo favorito, o primus inter pares, também chegue para horas e dias intermináveis de brincadeira. As avós, duas irmãs na casa dos 70, deliciam-se com a vida daquelas duas almas. Já é a segunda geração que vêem a reencontrar-se anualmente na época estival para gozar a vida.

Mas as séries têm sempre algo dramático reservado no enredo. Há sempre uma separação guardada para adensar o drama. E está reservada para este fim-de-semana. Os pais da personagem feminina vão buscá-la à avó paterna para a "coitada" seguir, durante duas semanas, para outras paragens. Claro que vai adorar, e também vai com outros primos e os amigos deles, mas o momento é "aqui e agora". E é "este aqui e agora" que lhe está a encher a alma. E isso nota-se nos telefonemas com a avó:

- Francisco, não te preocupes, que eles estão bem. - conta-me a avó com uma voz cheia de afecto e com umas vozes ao fundo que são familiares.

- Mãe, que eles estão bem eu não duvido... Eu preocupo-me é com a saúde da mãe, que esses dois dão trabalho. - respondo.

E a seguir vem uma descrição do que fizeram, de quanto eles mimaram a avó nestes dias e de como se portam bem. Tão linda e imaculada é a descrição que por momentos duvido que esteja a falar dos meus filhos.

- A R pergunta se a vens buscar no sábado ou no domingo... - diz a avó.

- Domingo... - respondo, e em seguida ouço a minha resposta ser repetida em voz mais baixa, seguida de um "yes" vindo de terceira pessoa, que aparentemente assiste à conversa e dá directirizes.

- De manhã ou de tarde, filho?...

- Ao fim do dia, mãe... - e a minha resposta é interrompida por mais uma reacção de alegria, exterior aos interlocutores.

Isto sim, é aproveitar cada minuto e cada momento... Rio-me por dentro... Fico feliz com a felicidade dela.

Explora, brinca, aproveita, pedala, trota, surfa, ri e corre, miúda!!!! Aproveita a vida, sempre!

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Estudasses

por FS, em 30.07.15

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Ora cá está mais uma situação em que os estudos davam jeito... Dá trabalho, eu sei, mas mais cedo ou mais tarde na vida acaba por compensar. Evitam-se situações embaraçosas com uma boa dose de estudo e de cultura geral. Acaba-se por perceber que o mundo, apesar de ser redondo, não se resume ao futebol, nem gira em torno de nós!

Também me faz confusão como é que os responsáveis do clube de futebol em causa (espanhóis) não tivessem alertado o pobre rapaz para a gafe que estava prestes a cometer... Será que também eles faltaram às aulas de história para ir jogar à bola?!

Será que pensou "com boina e bigode, numa foto a preto e branco, deve ser o Fidel... Vou comprar está T-shirt"?!

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Tótó

por FS, em 29.07.15

É o maior insulto existente nas páginas da S-iclopédia!

Quando já nada funciona para conseguir o que quer, apesar da birra, e a batalha está perdida, resta-lhe o "tótó"! É uma espécie de desabafo, de catarse, face à impotência e frustração pessoal imposta por terceiros (por exemplo, a irmã).

Quando a autoridade (leia-se, os pais) não cede aos nossos pedidos, o que são, entre dentes, estes agentes da repressão e das forças de bloquei? São tótós! Não sei onde raio foi aprender a palavra, mas já está bem assimilada.

E usa-a com um ar dramático e bastante assertividade enquanto se afasta do campo de batalha... Dou meia volta e faço "aquele" olhar em direcção a ele, sem ser preciso dizer "isso não se diz", e ele foge de mim, ciente de que fez asneira.

Não lhe dou razão quando acho que não a tem. Mas dou-lhe o direito de ficar revoltado e de desabafar que se sente injustiçado, mesmo que com isso me chame "tótó" entre dentes. Sei que passado pouco tempo me vem pedir desculpa e acabamos num enorme abraço entre homens.

(cara O, o teu post de hoje lembrou-me que tinha este rascunho aqui perdido ;))

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Mais uma história a ler no NY Times, desta vez sobre a luta do "bem contra o mal" em pleno alto mar... Melhor do que qualquer filme do Errol Flynn (vá, para quem tem menos de 30 anos, do que o capitão Jack Sparrow)... E esta é verídica, com heróis anónimos de carne e osso do nosso tempo... Inveja de tanta coragem.

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..

Para ler na íntegrhttp://www.nytimes.com/2015/07/28/world/a-renegade-trawler-hunted-for-10000-miles-by-vigilantes.htmlml

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Não é das minhas leituras habituais (sou mais rapaz de ler o Record!), mas de vez em quando leio as gordas do New York Times, e aprofundo um ou outro artigo que me cative a atenção. E este cativou-me, pela negativa...

 

É incrível como estamos a levar uma geração à infelicidade de "não ser o melhor". E, como conta o artigo, não são apenas as ocultas "forças do mal" e a tal Sociedade (essa entidade maléfica, que no fundo somos todos nós), são também os próprios pais! Em vez de ensinarmos os nossos filhos a serem pessoas felizes, ensinamo-los a quererem ser os melhores. Ou antes, transmitimos a ideia de que se forem os melhores, serão felizes. Mas não são. Tornam-se insatisfeitos e instáveis. E quando não são os melhores, seja por que razão for, deprimem e definham! Anualmente, nos EUA, 1100 deles põem termo à sua própria vida. Vidas jovens com futuros brilhantes à sua frente, mas que não suportam ter "falhado" e não serem os melhores. Tudo isto por causa da vergonha de se sentirem uns "falhados"...

 

Podem dizer "isso é nos Estados Unidos", mas se cá (ainda) não vemos os efeitos sob a forma de suicídio, deve haver pelo menos muita depressãozita com isto por trás...

 

Dá que pensar, sobre como reagir ao próximo relatório com as notas dos nossos filhos, não dá?

 

Para quem quiser ler na íntegra...

http://www.nytimes.com/2015/08/02/education/edlife/stress-social-media-and-suicide-on-campus.html?_r=0

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S-iclopédia

por FS, em 27.07.15

Ora, na letra "F" da enciclopédia do meu filho vem este objecto!

 

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Qual é o objectivo dele? Não é dar "iscas", é dar "fogo"! Logo, chama-se Fogueiro!

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Ontem

por FS, em 25.07.15

Disseste-me que nunca ninguém te tinha apoiado e incentivado tanto na vida como eu... Morri... Não imaginas como me encheu o coração. Mas sabes, o amor é mesmo isso...

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Consciência ecológica

por FS, em 24.07.15

Eu até tenho alguma consciência ecológica. Não sou das pessoas mais verdes que existem, é verdade, mas ainda assim considero-me amigo do ambiente... Mas embirro com a moda de todas as escolas e actividades das crianças insistirem em fazer brinquedos e presentes com materiais reciclados!!! Ouçam, começo a ter uma coleção de objectos horrendos feitos de garrafas de plástico, cápsulas de café vazias, frascos, rolos de papel higiénico, etc! A minha casa começa a transformar-se num centro de separação de resíduos sólidos urbanos... Pintados e colados uns aos outros, ainda por cima! Poupem-nos, por favor!

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25 hours bikini hotel berlin

por FS, em 24.07.15

fotografia 3.JPGpress_02_25hours_Bikini_Berlin.jpgfotografia (4).png 

 

Era uma vez um edifício de escritórios em Berlim Ocidental, que foi transformado em hotel. Ficava colado ao Jardim Zoológico e ficou uma maluqueira de design, jovialidade e bom gosto.

Quando se entra parece que o verde do Zoo entrou (ordenadamente) no edifício e fez uma agradável transição entre a cidade e a selva. Como se a tivesse invadido e coexistissem pacificamente.

A entrada no elevador dá-nos logo indícios da diferença do hotel. As paredes são ecrãs onde, sobre um fundo negro corre um pequeno filme animado que nos leva a mente para um mundo imaginário e fantástico, ao som de uma melodia quase circense.

A recepção, no terceiro piso, é um open space fresco mas aconchegante, com um staff eficiente (não estivéssemos nós em Berlim!!!), jovem, simpático e genuinamente bem disposto. Paredes envidraçadas de alto a baixo fazem sentir ainda mais o verde envolvente, deixando entrar a luz de maneira a inundar o espaço.

Destin-25Hours-Bikini-Berlin-Hotel-1-600x375.jpg25h1.jpg 

As zonas de estar, com muito mobiliário vintage (genuíno) são resguardadas por paredes feitas de colunas de som de aparelhagens dos anos 70 e 80. No lado oposto do lobby, junto à pequena cafetaria, duas camas de rede e um par de binóculos à disposição dos hóspedes, convidam a apreciar a vista sobre o verde do parque de Tiergarten, em direcção ao centro da cidade.

 

Os quartos, dispostos ao longo de um corredor preto com os números desenhados em luzes de néon, estão disponíveis em várias tipologias (m, l e xl), dividindo-se entre Urban view e Jungle view (sem ser preciso explicar o porquê). As áreas são um pouco espartanas, mas os quartos conseguem ser muito confortáveis, agradáveis e funcionais. E é super agradável adormecer com uma vista daquelas.

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No décimo, e último, andar, num espaço em jeito de jardim de Inverno, é servido um organizado, agradável à vista, e excelente no paladar, pequeno-almoço, para todos os gostos e costumes. A experimentar, nem que seja no último dia.

 

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Se quiser passear pela cidade, pode pedir uma bicicleta grátis na recepção, ou... um Mini! Sim, um Mini de borla para passear pela cidade (e quem conduz nas cidades portuguesas consegue adaptar-se a Berlim... só tem é de mudar o chip e parar nas passadeiras, e não passar os semáforos quando estão laranja!) 

 

Se é barato? Não, não é... mas também não é caro! E há coisas e momentos que são impagáveis...

 

(e também há disto em Frankfurt, Hamburgo, Viena e Zurique... outras maluqueiras destas!)

 

 

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