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Das maminhas pequenas...

por FS, em 23.07.15

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Estive a dar uma vista de olhos pelos destaques dos blogues do sapo e, vá-se lá saber porquê, o destaque do dia cativou-me: "já não se pode ter as maminhas pequenas?".

Espreitei (o blogue) e gostei. Primeiro porque gosto de mulheres com algum mau feitio, e depois porque é uma escrita sincera, assertiva e inteligente. Mas não quero apenas tecer elogios à autora, quero deixar aqui a minha perspectiva em relação ao título, mais do que ao assunto em si, sob a forma de uma pequena divagação livre. Uma perspectiva masculina, ainda que bastante pessoal, claro está.

 

Claro que se pode ter maminhas pequenas! Eu até diria que se deve ter as maminhas que a natureza nos (vos) deu, e sentir algum orgulho nisso. Se calhar orgulho é um termo muito forte, mas no mínimo esse tal "conforto" de que a autora fala.

A única vantagem que vejo em usar os tais soutiens push up é, segundo o que ouço dizer, "por causa do decote de um ou outro vestido", que cai melhor... De resto, apenas pode tornar o peito mais vistoso e com uma volumetria, ilusoriamente, maior. E mesmo isto tem os seus contras: maior não significa obrigatoriamente melhor; e a situação pode-se tornar em "publicidade enganosa", o que é sempre desagradável e não fica bem a ninguém.

Acresce que, para um homem, a beleza e a sensualidade de uma mulher não se medem pelo tamanho da copa do soutien. É verdade que o facto de se ver umas "gémeas" (terminologia que já vi aqui ser utilizada e que, confesso, desconhecia... e que ainda estou para decidir se me agrada) quase a saltar para fora de um decote chama a atenção inicial, mas se o resto não acompanhar, nada feito. Há todo um outro rol de atributos ao quais, pasme-se, os homens ligam tanto ou mais do que o tamanho do peito: o olhar, o andar, a voz, o discurso, as mãos, a pose, a proporção do corpo, etc. 

Os homens têm a fama (e o proveito, confesso) de serem demasiado práticos, e seguindo essa linha de raciocínio, não hesito em falar do ponto de vista da "funcionalidade da maminha" (é o prolongamento do eterno dilema entre a antiga Grécia e o Império Romano: Beleza versus Funcionalidade). Ora, a função inicial e evolucionária da maminha está garantida, na maior parte dos casos, pelas alterações hormonais durante a gravidez, que fazem naturalmente aumentar o seu volume e começar a lactação (e há uma enorme quantidade de mulheres que após parto querem regressar à forma física pré-parto, excepto na volumetria mamária, mas mais uma vez, só se fôr por causa da "estória" do decote do vestido). Quando esta função de amamentação não é possível, há sempre os leites de substituição. Por isso, até nisto size doesn't matter: pequenas ou grandes, todas cumprem! E quando não cumprem, há solução...

Vendo o tamanho das maminhas numa outra função, chamemos-lhe, mais lúdica, o tamanho continua a não ser documento... o que interessa é serem funcionais! (E mais não digo sobre esta funcionalidade...)

 

Em conclusão: sim, pode ter as maminhas pequenas! Se alguém achar que deviam ser maiores ou dar a impressão disso, azar o delas...

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Chegámos agora mesmo a casa e amanhã é dia de piscina para a pequena R, coisa que adora!

- Pai, tenho um problema! - grita do quarto.

- O que se passa? - pergunto eu.

- Não tenho mochila para levar amanhã à piscina!

- Como não tens?! O que não falta é mochilas cá em casa...

- O saco não dá jeito, duas delas são muito infantis e a outra é pequena demais... O que faço? - pergunta-me com ar desesperado...

 

Ligou o seu complicómetro e começou o inferno dos dilemas existenciais femininos com apenas 8 anos... Salvem-me!

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E aproveitando a onda da paternidade, fica um aviso aos pais (homens), porque às vezes não atingimos a complexidade e a debilidade das mães: os primeiros 15 dias são sagrados!

Enxotem todos os que não forem tios e avós da criança!!! É da vossa responsabilidade não deixar aproximar as visitas com o simples intuito de conhecer o bébé e oferecer presentinhos. Ninguém faz por mal, é verdade, mas vai haver muito tempo para isso! A prevenir, enviem logo fotografias do rebento com uma mensagem "no mês que vem já o podem conhecer!"

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Voltando a este tema, que foi interrompido abruptamente precisamente pelo pequenote fruto da segunda gravidez, pego nesse pequeno pormenor: a capacidade que eles têm de interromper tudo!

(e abro aqui, literalmente, um parêntesis para tentar acalmar a r i t i n h a, que - para meu agrado - colocou o post anterior nos seus favoritos... não é tudo mau, é diferente, muito diferente... e nunca estamos preparados para essa diferença... temos de nos adaptar, ou morremos como indivíduos e casal... e não nos podemos prender, e deixar monopolizar as nossas emoções, com a descoberta do amor incondicional, e de outras coisas inerentes à maternidade e paternidade que nos apresentam outros prazeres)

Para começar, os pequenos rebentos conseguem interromper a nossa própria vida, baralhando-nos os horários e os humores. Levamos uma imensidão de tempo a conseguir equilibrar rotinas. Deixamos de "mandar" em exclusivo no nosso tempo, e passamos a ser regidos pelas necessidades deles: o sono é interrompido para a amamentação ou biberão; o tempo que resta é para recuperar das noites mal dormidas; o "agora já não dá para sair porque está na hora da papa"; etc.

Mas para além de conseguirem naturalmente "desmontar" as coisas mais rotineiras, conseguem ser, se os deixarmos, o melhor anticoncepcional que o mundo alguma vez criou! E mais uma vez, nunca se fala nisso... É sempre tudo lindo, maravilhoso e bonito! E é! É único, mas cuidado...

Pessoalmente (mas como diz a sabedoria popular, numa expressão que soa mal, "cada um é como cada qual"), faz-me confusão os pais que deixam os filhos dormirem na cama do casal durante anos... Como é que conseguem gerir a sua vida íntima?! Parece que se resignam à "missão divina" de serem pais e esquecem que são pais porque se apaixonaram e amaram alguém... (eu sei que há quem anseie pela maternidade e paternidade, mesmo que seja em modo de "iniciativa privada", mas aí já é outra estória)

Por isso, o meu conselho é: aceitem toda a ajuda que vos oferecerem! Mas ajuda não é dar palpites e bitaites, para isso existem pediatras, livros de puericultura e mesmo a nossa natureza e sensibilidade que nos vai orientando instintivamente... Ajuda é darem-nos aquilo que nós precisamos enquanto pais e pessoas... Sejam os melhores pais do mundo (pelo menos na cabeça dos vossos filhos), mas não se esqueçam de vocês, por favor... Os vossos filhos vão olhar para vocês como modelos e exemplos, e quanto mais felizes vocês forem, melhores serão como exemplos.

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Corrida de fundo

por FS, em 21.07.15

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Encontrei isto em Reykjavik, na marginal. Adorei porque não foi um SMS, nem um e-mail, foi numa tábua de madeira com 3 metros de comprimento! E a originalidade do termo "corrida... Mas ouve, Cat, não é um sprint, é uma ultra-maratona!

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É um must see de Berlim, o arquivo da Bauhaus! É uma verdadeira lição de ensino, de criatividade e de forma de estar. Já tinha ouvido falar da Baihaus (precisamente nos tempos em que ouvia as músicas dos Bauhaus e do Peter Murphy), mas nunca tinha aprofundado muito o tema. A ida a Berlim levou-me ao museu, aos arquivos e à história da sua breve existência. E é incrível como a ideia visionária de Walter Gropius, de 1919, se mantém tão actual. Um ensino do design e da arquitectura baseado na descontrução do existente e pré concebido, no experimentalismo, na criatividade, no partir do zero, no respeito e interacção entre aluno e professor. Se falar nisto em 2015 provoca arrepios e calafrios nas mentes mais conservadoras, imaginem o que não provocou às mentes tacanhas no Nacional Socialismo. E precisamente por causa disso, puseram-lhe termo em 1933. Perdeu a Alemanha, mas ganhou o mundo. A diáspora da Bauhaus, através do exílio de alunos e professores (Geopius, Kandinsky, etc), levou os princípios e a forma de criar

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para os EUA, Reuno Unido, Suíça, entre outros. E nos arquivos da Bauhaus podemos ver o quão actuais são os frutos daquela escola. A não perder!

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Uns dias em Berlim

por FS, em 20.07.15

Uma das melhores zonas de Berlim, na minha opinião claro, é a norte do centro da cidade (Mitte), na zona entre Prenzlauer Berg e Scheunenviertel.

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Situada na zona para lá do Muro durante a Guerra Fria, é actualmente uma das zonas mais trendies de Berlim, com ruas cheias de cafés, esplanadas e restaurantes de comida alemã e internacional, e lojas de design. Há inúmeras coisas para ver e viver nesta zona eclética da cidade.

Na zona mais a norte deste percurso, há um centro cultural, o Kulturbrauerei, onde com sorte podem apanhar um domingo à tarde com um street food market, mas há vários locais com dias específico para este tipo de eventos (em Neukölln, por exemplo, há outros dois às quintas feiras ao jantar), principalmente em mercados. Logo do outro lado da estrada, a Basic (Schönhauser Allee 153), onde a par de algumas peças vintage se encontra mobiliário reutilizado e reciclado.

Um pouco mais ao lado fica a fantástica Kastanienalle, pejada de cafés alternativos, colectivos e vegetarianos, a começar pelo An Einem Sonntag Im August, que às quintas à noite inclui música ao vivo e aos sábados DJ. E esta avenida continua a mostrar pérolas, como o café colectivo Morgenrot, com uma imensa variedade de pratos Vegan.

Numa das esquinas ao final da rua, mais uma loja de design com ênfase na reutilização de mobiliário vintage e de peças menos ortodoxas mostra o espírito desta zona da cidade.

E a lista de locais giros continua, desde a esplanada do Rosengarten inserida no jardim do Volkspark am Weinbergsweg, até à pastelaria “O Galão”, onde pode matar saudades de um pastel de nata, ou comer amendoins enquanto bebe uma cerveja.

E as ruas que se seguem, mais a sul, não são menos interessantes, e têm uma embaixada portuguesa de bom gosto, a Paz d’Alma (Linienstrasse 121), com os mais variados produtos nacionais, a mostrar que também nós somos Trendy.

Mas se vos puder sugerir um local para almoçar, falo-vos do Kaffemitte. Uma óptima esplanada que serve as melhores focaccias da zona, gerida por uma trupe de “black blockers” latinos, nomeadamente italianos e espanhóis

Para jantar, a coisa já é diferente e o melhor spot é a Alte Schönhauser Strasse, com restaurantes para todos os gostos. O melhor, e mais conhecido, é o Monsiuer Vuong, um restaurante vietnamita com um Pho Hanoi (uma espécie de canja) de chorar por mais. Mas na mesma rua encontra outras opções, na sua maioria não alemãs, como o Maedchenitaliener, o Blaus Band e o Yamay. E todos eles com esplanadas, numa rua pouco movimentada onde pode ver passar o quotidiano dos berlinenses. Impagável. Em relação a comida alemã (ou prussiana/austro-húngara), o

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é uma boa solução para um goulash.

 

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Kulturbrauerei – Schönhauser Allee 36

An Einem Sonntag Im August - Kastanienallee 103

Rosengarten - Brunnenstrasse 164

Galão - Weinbergsweg 8

Kaffemitte – Weinmeisterstrasse 9A

Bötzow – Linienstrasse 113

 

Onde ficar:

Linnen B&B,

Circus Hotel ou Hostel

EastSeven Hostel

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Minotauromaquia

por FS, em 20.07.15

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Ele há obras de arte do Diabo, de tão boas que são e de tanto nos afectarem... Esta é uma delas, por Pablo (Ruiz y) Picasso. Tive o provilégio de a ver recentemente e o raio da coisa mexeu cá dentro. Apaixonante e intrigante ao abordar o complexo tema das sexualidades masculina e feminina. Incomodativa ao explorar os amores e paixões paralelas, e a luta, não entre o bem e mal, mas entre a pureza e a inocência e o primitivo e carnal...

Se gostam do género, leiam e tentem apanhá-lo num museum perto de vocês...

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Ouvi na rua:

- Berlim decepcionou-me em termos arquitectónicos. Tem demasiados edifícios modernos. Não é como Paris...

Mau... Já ouviram falar na Segunda Guerra Mundial?! Não? Então vejam o entulho que sobrou em 1945... Têm sorte é de ainda existir alguma coisa de antes da guerra...

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O trauma alemão

por FS, em 16.07.15

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Devem ter bastantes, como todos os povos (nós na Tuga temos o do "o que vem de fora é que é bom", por exemplo), mas "levei" com este durante a minha estadia em Berlim.

Não é a minha praia como turista, mas tive de picar alguns pontos, nomeadamente em relação à história alemã do século XX. Levava algumas referências em relação a locais a visitar, sendo que um deles era acerca dos judeus e à chamada "solução final". Acontece que não tomei nota do nome deste local, mas apenas fixei o que a minha fonte de informações sentiu quando lá esteve: uma visita um pouco mais experencialista, procurando retratar o encarceramento daquelas pobres almas nos guetos, campos de concentração e, mais do que provável entrada nas câmaras de gás.

Mas não me lembrando do nome, e havendo pelo menos 3 locais especificamente ligados ao holocausto e aos judeus alemães, decidi perguntar num deles (na "Topografia do Terror"). Dirijo-me ao balcão de informações e uma jovem de sorriso simpático recebe-me pronta a ajudar-me. Puxo do meu melhor inglês (que o meu alemão está ligeiramente acima de zero) e pergunto-lhe, estúpida e inocentemente:

- Ouvi dizer que há um museu em Berlim onde podemos experienciar a sensação de entrar numa câmara de gás... Sabe-me dizer qual é?

Bom, mas o que é que eu fui perguntar?! O semblante da minha interlocutora alemã muda repentinamente para o mais cinzentão possível e profere as seguintes palavras, num tom ofendidíssimo:

- Desculpe mas hoje em dia na Alemanha não encontra nenhuma câmara de gás!

Graças a Deus, minha senhora! A Deus e aos aliados, começando pelo Sr Churchill, que em 1933 já tinha topado a pinta do "tio Adolfo"! Ainda assim, e se ainda as houvesse, a Sra Merkel e o Sr Schäuble estariam concerteza dispostos a enviar para lá os senhores Tsipras e Varoufakis, para lhes fazer umas judiarias, não?

Mas no fundo parece-me que é este o sentimento geral do povo alemão quando confrontado com a "solução final" de Hitler e Himmler: vergonha desse passado e medo do possamos pensar deles por isso. Mas descansem, o generalíssimo Franco foi um filho-da-mãe mas não caracteriza o povo espanhol, nem o professor Salazar é um bom exemplo do que é ser português.

Bom exemplo são as pessoas simpáticas, educadas e prestáveis que já encontrei, e é este grupo de jovens alemães à minha frente que, sob orientação da sua professora parecem falar precisamente sobre isso no memorial do holocausto.

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