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Dica da semana #8

por FS, em 29.02.16

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By Erin Hanson

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Sinais dos tempos

por FS, em 22.02.16

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Noutros tempos, os meus pais ensinaram-me que se encontrasse algum objecto perdido o devia entregar às autoridades, nomeadamente à polícia. E na altura, nas décadas de 70 e 80, os policias, homens grandes (principalmente no abdómen) e de faces rosadas (provavelmente do sol que apanhavam no "giro", digo eu na minha inocência provinciana), pegavam naquilo, davam-nos um afável calduço e diziam "muito bem, rapaz! Assim é que é!"

E a coisa era frequente, pois o mais comum era um de nós esquecer-se da mochila algures durante o regresso da escola, principalmente se jogassemos à bola num qualquer "quintal" a caminho de casa.

E os colegas que moravam fora da cidade? Quantas mochilas seguiram calmamente nos transportes escolares até às aldeias vizinhas? Perde-se a conta...

 

Mas hoje em dia, por ser sintoma de grande urbe ou por mania de nos sentirmos dignos de uma ataque do Daesh (que eu duvido até que os senhores do Estado Islâmico saibam onde fica Sete Rios e da sua real importância geoestratégica para o mundo cristão), esquecer uma mochila dá direito a parafernália das minas e armadilhas da PSP...

 

Eu prezo a segurança como qualquer outra pessoa, mas se isto pega moda, a "diversão" da idade do armário vai deixar de ser ligar para o 112 ou para as "praças de táxis", e passar a ser deixar mochilas com carcteres islâmicos espalhadas pela urbe... ;)

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Dica da semana #7

por FS, em 22.02.16

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Dentes

por FS, em 18.02.16

Lá em casa a cotação do dente de leite foi fixada, há 3 ou 4 anos, em 10 euros, quando a R perdeu o seu primeiro.

Não se faz diferenciação entre incisivos, caninos ou molares. Há uma espécie de comuna: todos têm a sua função importante, e por isso valem o mesmo.

Eu sei que é discutível esta decisão, mas foi assim que ficou e ainda não encontrei argumentos que a tornassem injusta aos meus olhos. Eventualmente os molares devessem valer mais, porque trabalham sempre, seja o alimento cortado pelos incisivos ou rasgado pelos caninos. Ainda por cima, os molares acabam por ser arrancados e não caiem por si só, o que implica alguma dor. Por outro lado, como tem de ser arrancados, implica uma ida extra ao dentista, o que acarreta uma despesa extra, deflacionando o seu valor...

Mas adiante, que não era isto que queria dizer.

Ontem caiu o primeiro dente ao S! Há pelo menos 2 semanas que o raio do dente abanava e finalmente ontem caiu! Um quarto da baliza* está feita!

E foi uma festa, pela novidade e porque a Fada do Dentinho passou por casa durante a noite e deixou 10 euros debaixo da almofada (e só passou porque a irmã nos lembrou, e ainda bem, caso contrário haveria um ToothGate para resolver hoje).

O visado não deu por nada porque, segundo o próprio, estava a sonhar com dragões e cavaleiros, mas o que interessa é que a nota estava lá! E conhecendo a peça, é bem capaz de passar os próximos tempos a mexer nos dentes vizinhos a ver se factura mais qualquer coisa.

Mas ponho-me eu a pensar que a 10 euros o dente, 20 dentes por filho, e com 2 filhos, vou dispender de 400 euros (sem contar com a dentista) até os meus filhos ficarem com a dentição definitiva! Será que não dá para incluir nas despesas do IRS? Possivelmente não, já que a Fada do Dentinho não passa e-factura... E se passasse, provavelmente eu é que teria de pagar imposto sobre "doações"... Mais vale deixar assim, então... ;)

* baliza - denominação dada ao espaço deixado aberto na zona frontal dos maxilares de uma criança quando lhe caiem os incisivos em simultâneo ou em sequência... Pode ser de Futsal, se caírem apenas 2, ou de Futebol de onze, caso desapareçam os 4! ;)

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Ontem um jovem de uma das equipas que coordeno foi pai. Momento único na vida de qualquer pessoa.A vida muda bastante, quer queiramos, quer não.

 

Ainda assim, a fase de trabalho que esta equipa atravessa é complicada, e lembrámo-nos de ir buscar um reforço a outra equipa mais desafogada, pelo menos para estes 10 dias de licença parental.

Como qualquer "boa casa" gerida por jovens septuagenários feitos a pulso, nada se faz sem o consentimento superior.

Ora, sabendo disto, eu e a chefe dessa equipa fomos fazer a proposta ao chefe.

 

- Pois, hoje o João foi pai... - informo.

 

- Parabéns! Realmente temos de lutar contra o envelhecimento da população. - responde com um sorriso genuíno no rosto.

 

- Pensámos em ir buscar alguém a outra equipa, porque não vai estar nos próximos 10 dias. - continuo.

 

E automaticamente paro o discurso com a mudança súbita no semblante do chefe. Bicos da boca para baixo, como dizia a R quando era mais pequena. E sai-lhe a seguinte pérola:

 

- Dez dias? Mas porquê?! O rapaz é que vai amamentar a criança?

 

Ora, eu poderia agora tecer aqui toda uma dissertação acerca do momento em questão, enumerar uma série de argumentos em relação a direitos laborais adquiridos ao longo de gerações e gerações, e inclusivamente abordar o tema da importância da parentalidade e da felicidade dessa condição... Mas não vos quero maçar com o óbvio, apenas lembrar que "eles*" continuam aí.

 

 

* "eles" - com esta denominação, o autor pretende referir-se a uma série de pessoas que parecem ser indiferentes ao que se passa ao seu redor, excepto quando lhes toca a eles ...um género que deveria estar extinto há pelo menos 2 gerações, mas que continua a gerar espécimens nos dias de hoje, altivos na sua postura e magnânimes nas suas doutas e acertadas convicções chauvinistas e ultrapassadas.

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Out of the box...

por FS, em 15.02.16

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(Foto tirada de Shifter.pt)

 

Este fim-de-semana fui com um amigo ver um concerto. Mais do que um convite, foi um desafio, pois pouco conhecia do "agrupamento musical" cabeça de cartaz.

Ainda assim, e como noutros tempos, não hesitei em dizer que ia. O pior que pode acontecer é não gostar, certo?

É que afinal tem sido esta curiosidade que me tem dado a conhecer tantas coisas boas na vida... E desta vez numa sala intimista e com o tamanho certo, a do Teatro Académico de Gil Vicente, a poucas cadeiras de estar cheia, aguardava a a actuação de PAUS.

Para além da adequabilidade da sala, a sua localização é perfeita para este tipo de concertos, na esquina ao lado do conhecido, e com clientela eclética e alternativa, Tropical (local que fiquei a saber ser supostamente onde se consome mais cerveja em Coimbra... E não admira, pois deve ser o único sítio onde não se pede a cerveja ao empregado, mas onde o empregado já vem à mesa com um tabuleiro com garrafas prontas a abrir e nos pergunta "quer mais uma?"... Marketing agressivo... Curiosa também a forma como a garrafa é aberta, apenas com uma mão e apoiada no ombro...).

 

Entrada africana

A primeira parte do concerto, a cargo do cabo-verdiano "Cachupa Psicadélica" deixou-nos espectantes em relação aos sons que nos aguardavam.

House-Morna? Não, claro que não, sua mente preconceituosa! Como vários outros da nova geração de cantores nascidos em Cabo Verde, e pertencentes à enorme diáspora, Cachupa Psicadélica é muito bom!

Uma figura esguia com a sua guitarra eléctrica traz-nos músicas "para fazer a fotosíntese e fazer o planeta melhor", como o próprio autor a classifica! Arrisco a dizer, do alto da minha ignorância musical, umas mornas eléctricas, românticas e saudosistas, com letras sentidas (não é que o meu creoulo esteja muito bom, mas ainda assim, e com a ajuda das introduções dadas pelo próprio, as letras são bastante inteligíveis).

A ouvir: "Amor de 1 laranjeira", "Vestido de cuspo" e "Carnaval tradição".

 

Ladies and gents, the main course... PAUS!

Acendem-se as luzes por baixo e em volta da estrutura montada no palco italiano do TAGV e heis que entram as quatro figuras.

Um quadrado elevado a meio metro, num género de ringue de boxe, delimita a zona de actuação. Os quatro elementos instalam-se, cada um a seu canto, virados para o centro do ringue, com as duas baterias à frente.

Uma disposição e encenação pensada fora da caixa, a cativar e encantar a assistência. Pronto, e seguiu-se uma hora de música e performance, alicerçada na força animalesca dos dois conhecidos bateristas.

E não parecia normal, como comentaram ao meu lado, "ver PAUS sentado?!" Mas funcionou, e na minha opinião, muito bem. A ultima música, e em tom de despedida, foi tocada com quase todas as pessoas em pé a dançar. E eu, que tinha ouvido PAUS em gravação digo-vos que gostei mais de os ouvir (e ver) ao vivo...

Porque é mesmo assim, há coisas que não são para serem reproduzidas, são para serem experienciadas ao vivo.

E os PAUS são uma delas. Para quem gosta, claro...

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Fui às berças...

por FS, em 10.02.16

Regressei às origens no fim-de-semana.

Uma fotografia partilhada no Facebook, documentando folias passadas na companhia de um dos meus melhores amigos, despoletou em mim uma série de reacções químicas e fisiológicas.

Uma sensação nostálgica de conforto e de felizes histórias passadas inundou a minha mente. Uma vontade de rever aquela gente, e de sentir o calor e o afago da sua amizade, apoderou-se de mim, alguns deles figuras presentes na minha vida há mais de 35 anos (e ainda "só" levo 42 disto). Foi uma espécie de "chamamento" às berças.

E depois de alguma negociação (e imposição) em casa, peguei nos miúdos e rumei a Oeste, numa viagem de quase 2 horas na companhia de uma animada Calamity Jane e de um pequeno Jack Sparrow, ébrio mas de sono.

 

Entregues aos cuidados da avó paterna, viram o pai sair de casa para ir jantar com os amigos nuns preparos bizarros, para deleite da R e incredulidade do S.

E a noite de folia acabou por se tornar em tudo o que prometia ser. Foi mais um reencontro de amigos que mesmo estando temporadas sem se ver, retomam as conversas com uma naturalidade incrível.

Por entre cabeleiras, lantejoulas, brilhos e música, houve espaço para riso, para excessos, desabafos e até para lágrimas (potencializadas pelo álcool, claro!). Lágrimas de felicidade, claro!

 

E é bom ouvir, dias depois e já com a devida lucidez, que os mesmos votos se mantêm e que “estamos cá, seja qual for a tua decisão”…

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Dica da semana #6

por FS, em 09.02.16

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Uns dias em Madrid

por FS, em 01.02.16

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Vem ai o Carnaval e nuestros hermanos são dados a outras folias que não as da terça-feira gorda. Pode ser uma boa oportunidade para rumar a Leste e ir passar uns dias à capital espanhola.

Se, como eu, gostam de design e decoração podem aproveitar para dar uma vista de olhos numas quantas lojas que estão a dar nas vistas, isto enquanto serpenteia entre o Thyssen, Prado e Rainha Sofia.

Então cá vão algumas sugestões, referidas na VogueAD e na Time Out... Mas há muito mais. Divirtam-se a explorar e a sonhar!

 

Do Design Calle Fernando VI 13

 

Mestizo Contemporary Store Calle Piamonte, 4,

 

Isabel López-Quesada Calle Alfonso Rodríguez Santamaría, 22

 

How-Shop, Madrid Calle Cristo, 3

 

Energia Positiva Siglo XXI Gravina, 14

 

4Perras La Palma, 28

 

Passage Privé Calle San Pedro, 8

 

Becara Juan Bravo 18

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Dica da semana #5

por FS, em 01.02.16

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...even when you die...

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