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Também as há em Berlim...

por FS, em 14.07.15

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Berlin Bleibt Deutsch...?

por FS, em 11.07.15

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É o que estou para ver a partir de amanhã... Entretanto, estes preparativos (obsessivos) dão-me um gozoooo...! Isto das viagens é mesmo um valor para mim...

 

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A cada viagem associo uma música, um filme ou uma história, inconscientemente.

Agora que nos preparamos para visitar Berlim, associo esta ("First we take Manhattan, then we take Berlin"), escrita, e mais tarde interpretada, por Leonard Cohen. Até encaixa bem... vá, mais ou menos. Um pouco over the top, talvez.

Não sei o que esperar de Berlim, mas o meu imaginário leva-me ao Bauhaus, à megalomania de Albert Speer, ao Berlin Bleibt Deutsch, ao "Espião que veio do frio", ao Ich bin ein Berliner, ao beijo entre Honecker e Brezhnev, a uma explosão de arte e cultura após a reunificação... (m*rdas de um "filho da guerra fria"... estou velho, apre!!)

E o que é que isto tem a ver com uma canção acerca de terroristas??? Não sei! Não faço ideia! Juro, às vezes não entendo a minha cabeça e as associações de ideias que faz, raios!!!

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Campo d'Ourique

por FS, em 29.06.15

A capital do Império é uma cidade linda, sem dúvida. Há algo de mágico, principalmente quando o sol aparece e a faz brilhar ainda mais.

Este fim-de semana redescobri os encantos de uma zona da cidade que aparentemente não envelhece: Campo d'Ourique. Deve ter qualquer coisa de especial este bairro, pois até o terramoto de 1755 poupou esta zona da cidade à catástrofe (daí a expressão "rés vés Campo d'Ourique").

Respira-se vida de bairro no quotidiano de Campo d'Ourique, e de comunidade. E não é só uma determinada elite que habita o bairro. Há pessoas de todas as idades e de vários escalões de IRS a circular pelas ruas. As crianças brincam e correm no agradável Jardim da Parada. Há velhotas a alimentar os pombos. Há gente jovem nos cafés mais trendy e nos mais tradicionais.

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Há lojas giras e inteligentes nas ruas, e não confinadas ao ar condicionado e iluminação artificial de um qualquer Centro Comercial, e para todas as bolsas. E mais, convivem com a tradicional drogaria e mercearias centenária, todas com cliente que lhes permite sobreviver de uma forma, diria eu, sustentável (a palavra da moda)./p&g

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t; /p>Há onde comer para todos os gostos, do restaurante do minhoto migrado nos anos 40 à focacceria de um verdadeiro italiano, passando pela tradicional cervejaria (esse estabelecimento tão português) aos bivalves francófonos (se bem que para mim nada bata a criação do Sr Bulhão Pato). E depois há o Mercado de Campo de Ourique, onde cada um pode satisfazer as suas diferentes preferências gastronómicas em conjunto.

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E logo ali abaixo à um democrático oásis de frescura, que nos permite refugiar do calor da capital, o Jardim da Estrela, saboreando um gelado da vizinha Artisani (que compete fervorosamente na variedade e sabor com a concorrência recém chegada de Cascais, a Santini). E os turistas que nesta altura proliferam por Lisboa já descobriram estes prazeres...

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(Próximo fim-de-semana vou apanhar o eléctrico 28...)

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O que me apetecia agora era...

por FS, em 27.06.15

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Peru - de Lima a Machu Picchu (I)

por FS, em 23.06.15

Julho é o mês para ir ao Peru. É o mês das Fiestas Pátrias, onde todo o país está em modo de comemoração. Uma espécie de 10 de Junho meets 1 de Dezembro, para nós portugueses, mas durante um mês inteiro (que para nós faria sentido fazer no mês de Agosto, altura de festas e romarias tradicionais).

É a altura em que os Peruanos comemoram a libertação do jugo espanhol, e fazem-no exaltando a sua alma Inca. Vão buscar os seus heróis pré-Colombianos e celebram a sua identidade. E há manifestações culturais populares para todos os gostos, do sagrado ao mais profano.

 

Lima

Correndo sempre o risco de entrarmos no óbvio, é claro que a baixa da cidade tem de ser visitada, por ser o núcleo primitivo da capital. A traça arquitectónica puramente colonialista domina as várias praças, a mais importante delas sendo a Plaza de Armas (ou Plaza Mayor), onde se escondem tascas e casas de pasto autênticas e genuínas (misturadas com os restaurantes para americanos, com pratos muito enfeitados, mas longe do que comem na realidade os peruanos).

De todos os museus e locais de atracção de Lima, cuja lista se encontra em qualquer guia do país, há um must see: o Museu Larco. E vale a pena visitar não só pela colecção de peças, como pela lição de história acerca das civilizações e impérios pré-colombianos, e pelo espaço em si, um oásis dentro da capital.

Como metrópole sul-americana, os padrões de segurança não são iguais aos europeus (Se bem que não tenhamos assistido a nenhuma situação perigosa, nem a nossa segurança estive alguma vez em risco), a melhor zona para ficar é Miraflores. Cheia de hotéis e lojas, é a zona residencial mais cara da capital. Estabelecendo um paralelismo, dentro do possível, é a linha do Estoril de Lima (mas as "tias" aqui vestem-se como semáforos).

Mas Miraflores tem os seus atractivos gastronómicos, para todas as bolsas. O mais em conta, e prático, é o La Lucha - Sangucheria, um local cool, com um espírito jovem e com algo de revolucionário, com exortações a um dos produtos agrícolas que mais orgulho trás aos peruanos: as papas (as batatas)! Têm várias lojas pela cidade, e servem sanduíches (muito) variadas e apetitosíssimas, acompanhadas das melhores papas (batatas fritas) do mundo e de sumos de fruta excelentes. O conceito baseia-se nas antigas casas de sanduíches da capital, que em meados do século XX alimentavam a classe operária peruana.

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Para aquele jantar mais requintado (e caro, também), convém marcar com antecedência no Astrid y Gaston. Vale muito a pena pelo espaço, ambiente trendy e pela comida.

Outro ambiente com algum carácter e requinte (sem ser demasiado pretensioso) é La Bodega de la Trattoria.

Ligeiramente a norte de Miraflores, na zona de Victória, tem aquele que é apenas considerado por muitos o melhor cevichero do mundo: Javier Wong. Para quem é fã do "peixinho cru alimado", é a não perder (afinal o Peru não fica ao virar da esquina e nunca se sabe quandop se volta). O senhor é tão bom ou tão mau no que faz, que as reservas são feitas com meses de antecedência, e se o senhor não se sente bem ou não está inspirado, não há ceviche para ninguém!

Antes de sair de Lima, ainda há que ir visitar o mercado local, vulgo, a praça (chamem-me maluco, se quiserem!). Sim, vale uma qualquer... Tem de ter legumes e peixe... Ver e cheirar o que come está gente. E descobre-se uma variedade imensa de milho e de batata, com as mais variadas formas e tonalidades, flores comestíveis numa quantidade fora do normal...

 

Saímos de Lima, deixando para trás o tempo cinzento da capital nesta época do ano, afectuosamente chamada de "barriga de burro"... Pisamos o asfalto da mítica Pan-Americana, que cruza o continente desde Prudhoe Bay, no Alaska, até Ushuaia, na Argentina, em busca de Machu Picchu...

 

Até já... 

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O meu turismo religioso

por FS, em 16.06.15

O que mais gosto nas viagens é de sentir as gentes, os hábitos e os costumes... Ah, e a gastronomia também (mesmo que implique o recurso a pensos gástricos e pastilhas Rennie em barda)! Ver, sentir, cheirar e saborear (só falta um sentido, eu sei, mas não costumo tactear... Não vão os locais levar a mal)! E quanto mais intensos, melhor! Overdoses de sensações, mesmo que sejam de tranquilidade...

 

Sempre de forma controversa, a fé e a religião continua a ser um dos grandes "motores" da humanidade, com demonstrações variadas de devoção e de paixão. E se há manifestações mais "hostis" de fé, há outras menos agressivas, e cujas características singulares as colocam na categoria das manifestações culturais (vá, este é o meu ponto de vista...). Um destes casos é a Semana Santa de Sevilha.

Provavelmente por causa da minha educação judaico-cristã (cuja prática religiosa terminou na adolescência, mas cujos valores, grosso modo, ficaram...), há anos que me intrigava este "fenómeno". O que leva dezenas de milhar de pessoas a verem esta manifestação de fé? O que leva outros milhares, desta feita andaluzes, a preparar meticulosamente (durante um ano) uma semana e meia de procissões e romarias? O que os move? O que sentem? Que emoções estão por detrás? Foram estas perguntas que nos levaram a deixar as crianças com os avós e rumar ao Sul, já quente nessa época do ano (outro atractivo, claro).

 

Cinco horas de carro levaram-nos a chegar à capital andaluza ao fim da tarde, tal como eu gosto de chegar aos locais que não conheço. Dá-lhes uma aura de mistério e encanto, não nos revelam tudo à chegada e deixa-nos na ânsia de descobrir algo mais na alvorada seguinte. Mas Sevilha foi excepção a esta regra... Sevilha recebeu-nos no seu maior explendor de beleza e de paixão... E arrebatou-nos ao primeiro olhar!

À medida que entravamos na cidade, a multidão ia aumentado até que nos fez parar, de tão densa se havia tornado. Uma horda de gente de todas as idades, barulhenta como qualquer multidão é. Até que de repente um "shhhh" vindo de algures fez calar aquela gente e abriu espaço ao barulho de velas a bater, de forma ritmada, na calçada. Ao mesmo tempo, um cheiro a incenso começou a inundar o ar à nossa volta. Decidimos aguardar. E não esperámos muito para ver, ao virar de uma estreita esquina, surgir umas silhuetas roxas, de capuz fusiforme, segurando velas do seu tamanho, que agora na noite cerrada se faziam notar melhor. E vão passando às centenas, à nossa frente.

Perdemo-nos a olhar para cada pormenor: as crianças, com enormes bolas de cera nas mãos, pedem aos nazarenos (estas figuras encapuçadas) que passam um pouco mais de cera; as janelas e varandas das casas mostram, orgulhosas, os mantos mais trabalhados e vistosos; os símbolos das confrarias bordados nas vestes. Tão embrenhados que estamos nestas descobertas que nem reparamos que ao fundo já se ouve o toque, quase marcial, dos tambores, a marcar a lenta cadência de passo.

O cheiro do incenso intensifica-se (e a mim, este cheiro provoca-me arrepios bons...). E como que a anunciar a chegada do andor, o som metálico das trompetes quebra o domínio dos tambores. O resto da banda que segue o enorme andor, ainda antes de se fazer ver, faz-se ouvir. O tom da marcha processional envolve-nos e leva-nos ao que representa a Semana Santa: a paixão de Cristo. É sofrida... Chora... Geme... E não há HD, Hi-Fi, Doulby Surround, ou outra que tal tecnologia que o bata... Está ali, ao vivo e a cores, em carne e osso, a ecoar nas velhas ruas estreitas! A fazer-nos arrepiar de emoção!

O enorme andor aproxima-se, num movimento balanceado e estudado ao pormenor. Uma espécie de altar com dois metros e meio de largo e quatro de comprimento, caminha na nossa direcção. Os seus quase 5 metros de altura fazem com que passe rente às janelas do primeiro andar das casas vizinhas. Nas varandas, os braços esticam-se para tocar no palio que protege a imagem da Virgem. Em baixo, nota-se a emoção do momento na cara de quem assiste. Os olhos empapuçados, quase a rebentar em lágrimas. As mãos fiéis que vão tocando no andor ao passar, em busca de uma benção.

 

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 Uma pancada forte e seca, parecida à de uma velha maçaneta de porta faz parar a Virgem, e o andor assenta ruidosa e firmemente no chão. De uma varanda próxima, que ainda assim não conseguimos identificar, surge uma voz que canta os primeiros versos de uma saeta... O silêncio, fora do normal para uma multidão daquelas, é apenas quebrado por aquela voz masculina, à capela, forte, emocionada e cheia de vibratos, ao bom jeito andaluz. A letra torna-se imperceptível por causa do sotaque cerrado... Mas tanta devoção e alma no cantar não precisa de tradução.

Ouve-se agora o suave murmurar dos mais de 40 homens que suportam, debaixo do andor com os seus ombros, aquele peso, e o fazem como que deslizar. Homens de ar rude, enormes, compactos e de torso marcado pelo trabalho, estes costaleros. Saiem uns para dar a vez a outros, que ainda há muitas horas pela frente. Ao cruzar, abraçam-se, beijam-se, felicitam-se... Agradecem, emocionados, ao capataz que os guiou até ali e os levou a esta glória. Emergem da escuridão do interior do andor de sorriso na cara, satisfeitos e orgulhosos... O que os move, pergunto eu... A fé? O orgulho? Um pouco de ambos, talvez...

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A Semana Santa em Sevilha arrebatou o nosso coração. Do Domingo de Ramos até ao Domingo de Páscoa, com uma média de 10 procissões por dia, tendo como ponto alto a madrugada de Sexta-feira Santa, la Madrugá (que não perdemos, claro, tal era a nossa curiosidade em relação à afluência de pessoas às 4 horas da manhã para adorar a passagem da Virgen del Rocio... e estava "atacado" de gente!). São dezenas de confrarias, com diferentes origens, que todos os anos levam as suas padroeiras, às costas, à Catedral de Sevilha. Avós, pais e netos, entregues da mesma forma a perpetuar este fenómeno.

 

Para programar uma eventual ida... www.semana-santa.org

Para mim, a melhor opção de alojamento é perto da confusão (melhor até, no meio), mas com carácter... e há imensas opções... esta é uma delas www.hotelcasa1800.com

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Travel log/Diário de bordo

por FS, em 09.06.15

Como já vos disse, adoro viajar e... não prescindo do meu diário de bordo!

 

Por mais apps que se criem para IOS e Android, nada se compara ao prazer de sentir as folhas de papel nos dedos, cheias de recortes, notas escritas e logotipos colados. Sem qualquer tipo de pretenciosismo, leva o meu imaginário para expedições a zonas do globo até então desconhecidas do mundo "cristianizado", e a mergulhar na experiência de registar no papel as descobertas da viagem, tal como os exploradores dos séculos XVIII e XIX. As narrativas, os esboços, as amostras recolhidas, tudo ali na nossa mão, para partilhar e reviver aqueles bons momentos, depois de os reencontrarmos, passados uns anos, arrumados numa qualquer estante lá de casa.

 

Basta ter um conjunto simples de material, pequeno e leve, que até pode ser comprado no destino, para evitar o desagrado de ver a caneta ou a tesoura confiscada no aeroporto aquando do check in.

 

O caderno

A primeira peça fundamental é o caderno ou bloco. Dimensiono-o de acordo com a duração da viagem e, passe a publicidade (não paga) prefero os da moleskine, com capa mole em cartão tipo kraft, e sempre com as folhas cosidas e nunca de argolas. Porquê? É que assim não vou ter a tentação (do meu traço obsessivo) de rasgar uma folha quando pensar que "escrevi isto errado" ou que "aquilo não me saiu tão bem". Não interessa! A vida é mesmo assim, cheia de imperfeições e de coisas que correm mal, mas crescemos e aprendemos com elas. E se precisar de rasgar uma folha para deixar uma nota a alguém que conheci na viagem, os cadernos da Moleskine (e calculo que os de outras marcas também) têm algumas folhas picotadas no fim já a contar com isso.

 

O resto do material básico

Convém ter material de escrita, é claro. No meu caso, tenho sempre um lápis e uma caneta de tinta de gel. Mas sinceramente, vale tudo: uma caneta de tinta permanente para os mais conservadores, ou de tinta da china para os mais técnicos/artísticos.

O conjunto básico fica completo com uma pequena tesoura e um stick de cola.

 

Upgrades

Bom, o céu é o limite! Mas fica aqui uma sugestão que ainda não consegui concretizar: uma Polaroid! Se bem que a empresa fundadora tenha falido, a Fujifilm continua, ao que sei (e agora com uma câmera com o aspecto do ícone do Instagram), a fabricar o papel para estas máquinas. Umas selfies, umas groupies ou simplesmente uma fotografia daquela praça movimentada onde saboreei aquele café e cole-a. Capturar o momento...

 

Ponha esta ideia em prática e deixe o resultado amadurecer numa qualquer gaveta lá de casa. Abra-a mais tarde e sirva-a naqueles dias de inverno, sozinho ou com os companheiros da viagem, acompanhado de um bom vinho ou de um bom whisky.

 

Boas viagens!

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